quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobre o saber muito pouco ou quase nada

Eu não tenho pressa em expor minhas opiniões nas conversas lideradas por pessoas mais velhas que considero inteligentes porque confio no tempo em que estas pessoas tiveram para ler tudo o que eu ainda não li e confio na sua capacidade (que fique claro que esta não é a capacidade de todas as pessoas mais velhas, of course) de selecionar o que ler.

Isto não quer dizer que sou submissa ou que me considero incapaz de expor algum ponto inteligente. Mas sendo minimamente esperta, tenho que admitir: as chances são mínimas.

Ou será que confio demais no tempo e nas pessoas?

E se não pudermos confiar em ninguém?

Well dear
, as pessoas todas são formadas dos mesmos elementos que formam as mesmas células que formam os mesmos tecidos que formam os mesmos órgãos que formam corpos parecidos e completamente diferentes. Mas isso quer dizer que temos alguma coisa em comum.

Se temos alguma coisa em comum, escolho confiar em algumas pessoas.

Algumas mortas, com elas eu não converso, só antes de dormir ou quando estou ficando louca.

Disso tudo só posso concluir que saber quase nada é uma benção: se há tanto para aprender, ainda vou ter tanto com o que ocupar a minha mente enquanto eu viver e isso é sempre bom, porque, vocês sabem, cabeça vazia...

Eu também não gosto de reticências.

3 comentários:

Pedro disse...

Faz um post de parabéns pra mim! Por favooooooooooooooooooooooooooooor

ps: não me reprima.

André Ramiro disse...

hey senhorita café, reticências têm tanto sentido quando devidamente requisitadas...;)
bjo.

Tiago disse...

Não me sinto tão sozinho
Meus gostos são simples
Meus amigos são monocordes
Eles estão sempre por aí quando tem bebida
Quando não tem amigo não tem
A estrada está sempre lá
E um ou outro sempre aparece
Mesmo quando o sol não dá as caras
Não me sinto tão sozinho
Confio mais em gente que não sei nada
Não sei nem pra onde ir
Apenas sigo a sinalização
Ela está lá pra me guiar

coincidência. escrevi isso ontem. pode confiar.