Que fique bem claro: ninguém aqui é obrigado a ter bom gosto 100% do tempo. Eu por exemplo, tenho um mau gosto do caralho. E nem tenho como esconder.
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Muda muito o fato de eu olhar as horas no computador ou no rádio relógio do criado mudo. No rádio relógio é 12h10. No computador, 00h12. No computador, são os últimos minutos do dia 30 de agosto. No rádio, os primeiros do dia 31. O que importa é: agosto, já vai tarde!
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Sabe aquela propaganda do “não tem cara de tiozão?”. Tem cara de tiozão sim. Que idéia idiota que tentam empurrar goela abaixo dos tiozões babões desse mundo. Tiozões, unite: compre um Nissan, coma quem quiser, seja feliz, vai.
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Existe uma outra campanha para vender um outro carro japonês (oh!) que diz que para cada carro vendido, eles devem plantar cinco árvores. Pergunta: como funciona o plantio? Cada vez que um carro é vendido, o vendedor liga para um fazendeiro e autoriza a plantação de mais cinco árvores? O Zé tá lá fumando o seu cigarro de palha e recebe a ligação: “Ei, Zé, planta mais cinco árvores!”, aí o Zé fica puto com o Doutor na cidade que comprou um carro e atrapalhou a tarde tranqüila dele. Ou então será que eles fazem uma contabilidade no final do mês para saber quantos carros foram vendidos e multiplicam pelo número de árvores que devem ser plantadas? Mas aí é injusto, quem compra o carro está esperando que a árvore seja plantada na hora. Ou será que alguém realmente se importa com as cinco árvores plantadas? Esse tipo de apelação ao coração politicamente correto e preocupado com o mundo atual dos hommes-moyen existe de verdade?
Existe um contador que conta quantas árvores foram plantadas em relação ao número de carros vendidos?
Anyways, quem garante que as cinco árvores serão plantadas?
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E last but not least: Íris Stefanelli na capa da Playboy é mau gosto. Modigliani, bom gosto.


