
Uma mistura de diva do jazz alcoólatra estilo Billie Holiday com a modelo britânica e anoréxica Kate Moss. Essa é Amy Winehouse, a nova ídola da música neosoul. A moça surgiu numa onda pós-Joss Stone (aquela branquela que fez muito sucesso aos 16 anos com voz de negra) cantando músicas que falam de álcool e homens. Seu segundo CD, Back to Black, estourou no ano passado com o hit Rehab, a música mais politicamente incorreta lançada por uma diva nos últimos tempos. Amy não fala de amores. Ela vai direto ao assunto, em Rehab: They try to make me go to rehab, but I'm saying no, no, no / I'm gonna, I'm gonna lose my baby so I always keep a bottle near / I don't ever wanna drink again I just ooh i just need a friend (Eles tentam me mandar para a reabilitação, mas eu digo não, não, não / Eu vou perder meu amor então eu sempre tenho uma garrafa por perto / Eu nunca mais quero beber de novo, Eu só preciso de um amigo).
Inglesa, alcoólatra e anoréxica. Amy tem tudo pra estourar nessas épocas em que ser magra, chique e despirocada é tudo. Mas o álbum vai além da imagem polêmica da cantora: as músicas têm um tom retrô, jazz antigo, do tempo das verdadeiras divas Nina Simone, Ella Fitzgerald e Etta James. Amy tem voz poderosa. Há quem diga que a menina deve aparecer no Brasil no segundo semestre para alguns shows. Vamos rezar para que ela consiga ficar em pé.
(Para a Revista Idéias nº 67)